Mark Zuckerberg não venderá ações do Facebook até 2013

Principal executivo e acionista do Facebook, Mark Zuckerberg anunciou que não negociará na bolsa pelos próximos doze meses. Dono de 444 milhões de ações, o empresário informou a decisão em documento enviado à Comissão da Bolsa de Valores norte-americana.

No último mês de maio, a mais importante rede social do mundo estreou na Bolsa de Valores. Causando grande expectativa no mundo corporativo, a empresa teve valorização recorde nos primeiros dias de negócio, arrecadando 16 bilhões de dólares com a oferta pública. Mas em pouco tempo seus investidores seriam surpreendidos de maneira negativa. No que parece ser uma forte tendência, a curva de desvalorização das ações já bateu o patamar de 54%, atingindo recordes históricos.

Então, como tentativa de frear este comportamento, foi anunciada a suspensão das negociações de venda das ações do Facebook pelo período de um ano. A decisão visa obter uma redução de ações disponíveis no mercado e caminhará ao lado de uma recompra, feita pelo próprio Facebook, de 4% dos valores vendidos em maio. Com isto, uma boa parte de tais direitos voltariam ao controle dos acionistas majoritários, que poderiam tomar atitudes mais efetivas para combater a queda no valor da empresa. Esta, aliás, vem sofrendo com uma constante debandada de investidores, que buscam amenizar suas perdas, vendendo suas partes.

Além de Zuckerberg, dois outros diretores da corporação, Donald Graham e Marc Andreessen, também anunciaram a mesma conduta.

Nesta terça-feira (04), cada ação do site era negociada por US$ 17,55, nível que alcança o recorde negativo desde o começo de suas ofertas, há quatro meses. Baseado no preço atual, o investimento de recompra chegaria a aproximadamente 2 bilhões de dólares.

Podemos notar neste processo uma forte intervenção, por meio dos donos do Facebook, para tentar controlar os danos causados à companhia na fracassada tentativa de atuar na Bolsa de Valores. Os próximos capítulos dessa história devem ser decisivos para o sucesso ou o desaparecimento da rede social.

Fonte: CNN